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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Entrevista: The Negative Visions





"THE NEGATIVE VISIONS começou em meados de 1999 por Andre TNV, na verdade mais um "one man band" do que uma banda com uma formação fixa. Alguns músicos e colaboradores/amigos participaram e participam de gravações e shows, embora neste estilo de música eletrônica o line up é na maioria dos casos um duo ou uma única pessoa. Ao vivo o TNV acrescenta um guitarrista na maioria das vezes. A seguir um bate papo com André que conta o ínicio os novos lançamentos e sobre tocar no festival Woodgothic de 2015.

Por: Renato Andrade.






1- André, gostaria que vc começasse falando do seu envolvimento com a música e o começo de carreira.


Bom, no início dos anos 90 meu irmão tocava baixo em uma banda de pós-punk em minha cidade natal no sul de Minas, mais precisamente Campos Gerais. Provável que minha inclinação pela música tenha nascido por ae. A banda se chamava DEAD’S FALL e acompanhei muitas vezes meu irmão indo aos ensaios nas tardes de verão que nunca mais deletarei de minha mente. Bons tempos aqueles onde pude acompanhar de perto a dificuldade de se adquirir uma simples fita cassete de bandas de que gostávamos muito e que eram difíceis de se ouvir na cena nacional e comum na Europa e que hoje em dia se perdeu este sentimento e se tornou tão vazio a busca por novas mídias. Os DEAD’S FALL se acabaram em meados de 96 e 97 onde me lembro bem e cada membro da banda seguiu seu sentido na vida, porém na música os primos Matheus Rabelo ( baterista do Dead’s Fall ) e Vitor Rabelo ( vocalista e guitarrista do Dead’s Fall ) ainda permanecem até hoje em seus projetos paralelos.

Meu irmão se formou nesta mesma época em Direito e seguiu carreira na advocacia e não mais tocou. Foi neste meado de tempo entre 1997 e 1998 em que a THE NEGATIVE VISIONS surgiu, talvez pela ausência e ou o vício de se tentar comunicar através do som e pelo simples fato de que se tornou uma Paixão a música para mim. Ouvia-se muito EBM, Industrial Rock e em particular MINISTRY e NIN e o TYPE O NEGATIVE se tornou minha grande referência musical assim como THE SISTERS OF MERCY, IGGY POP dentre vários outros e aqui no Brasil eu sempre ouvia muitas fitas cassetes emprestadas e gravadas de cd’s e ou Vinil dos amigos Matheus e Vitor Rabelo como Aghast View e o próprio SIMBOLO e o HARRY.


Na ausência talvez pelo fato de não mais existir os Dead’s Fall que tocavam sons que gostávamos em uma pequena cidade do interior e pelo simples fato de se preencher o vazio que ficou, surgiu-se a THE NEGATIVE VISIONS, o AUREAH ( do amigo Vitor Rabelo que também tocou em bandas paulistas como TEARS OF BLOOD e recentemente no DAS PROJEKT ) e o JAZIGO de ( Matheus Rabelo ). Vocês de São Paulo tiveram como pioneira talvez neste estilo bem no início a banda “Das Projekt Der Krummen Mauern” e nós tínhamos a nossa “DEAD’S FALL”. A “Das Projekt Der Krummen Mauern” se formou atualmente a “DAS PROJEKT” dando continuidade e a DEAD’S FALL nasceram 3 novas remanescentes, o AUREAH, o JAZIGO e a TNV. A “THE NEGATIVE VISIONS” foi um nome sugestivo à ideologia em crítica ao lado obscuro talvez da política e a Ordem mundial.


Com a idéia formada faltava apenas a execução de um sonho que foi se moldando ao passar dos anos. Comecei como um simples projeto eletrônico, foram muitos experimentos mas nada oficial até então. Participei do projeto AUREAH do amigo Vitor Rabelo em meados de 2000 e 2001 e que eu retornaria a participar novamente em 2006 e 2007 realizando shows em São Paulo nos teclados e em algumas percussões.



Assim, a THE NEGATIVE VISIONS foi se atualizando e me mudei para Santos em 2001 onde conheci um dos caras que já era um dos meus grandes ídolos, o Hansen ( da banda HARRY ) e foi na cidade de Santos/SP em que a THE NEGATIVE VISIONS começou de fato a se criar. Me lembro bem voltando do estágio em que fazia no banco Banespa na época onde comprei uma revista de carros e nela havia um cd com softwares e foi quando comecei a programar as baterias e os sons da NEGATIVE VISIONS e então a compor música Eletrônica e Industrial o que antes era limitado em um simples teclado que tinha no sul de minas. Foram vários experimentos gravados e algumas participações em coletâneas nacionais de músicas eletrônicas na época. Foram anos programando música Eletrônica e Industrial com a NEGATIVE VISIONS até que em 2011 comecei a incluir baixos e guitarras elétricas em minhas composições deixando o som um pouco mais INDUSTRIAL ROCK .

Foi assim que comecei a utilizar o nome TNV e deixar de lado o antigo, simples e amador projeto eletrônico THE NEGATIVE VISIONS e a começar a gravar o até então “debut Ep” SOME SECONDS com 09 faixas trabalhadas e produzidas por eu mesmo. Foi após este disco em que obtive alguns bons contatos de admiradores da TNV e começamos a trabalhar novos discos. Foi diante destas experiências em que consegui unir as batidas Industriais-Eletrônicas de softwares e DRUM MACHINES como a YAMAHA RX 5 e a ALESIS SR 16 que uso recentemente com os toques de melodias de teclados de minha época no AUREAH e a inclusão de guitarras e baixos nos novos sons da TNV.

2- O TNV não tem uma formação fixa? Seria mais um projeto individual? Ou você pensa em uma formação fixa?

Assim como no início a TNV até então um projeto em base eletrônica e tinha apenas eu como integrante, a idéia era algo assim semelhante a outros grandes nomes brasileiros no EBM nacional como AGHAST VIEW e O SIMBOLO grupos que eu gostava muito na época. Na música eletrônica você tem mais chance de produzir sozinho, porém quando comecei a introduzir instrumentos de cordas em meus sons senti a necessidade de mais músicos para a TNV e até mesmo eu quis deixar o som um pouco menos mecânico. Tentamos várias formações mas não obtive nenhuma formação fixa na banda até hoje. Foi nestas experiências em que eu senti a necessidade de aprender a tocar guitarra e estudar um pouco mais sobre Home Studio para não ficar dependente da boa vontade dos outros.

Assim como a NEGATIVE VISIONS desde seu começo teve o DO IT YOURSELF como via de regra, eu a fiz necessário e executei na TNV gravando e produzindo sozinho e eu o faço até hoje. Admito errar na qualidade de nossos sons até mesmo pois se trata de um som independente, underground. No entanto a cada dia estamos atualizando e melhorando cada vez mais na qualidade dos sons da TNV. Atualmente a TNV continua sendo apenas eu mesmo, porém mantenho ainda bons contatos com amigos de São Paulo que ainda participam em alguns arranjos da TNV mesmo que pela internet. Sempre penso em uma formação fixa mas sendo uma banda independente e pouco conhecida acho difícil alguém se interessar sem pensar na oportunidade de ganhar uma grana extra e ou de se auto promover e encher a cara de cerveja e ou se entupir de drogas.

As letras e arranjos que trabalho na TNV são como o pulso para o coração e faz parte do cotidiano onde incluo nelas o que estou passando e sentindo no momento e boa parte de minha vida tem se passado assim como um refrão de um acorde musical e isto é o que poucos reconhecem e não resgatam como essência fazendo da música um vazio em suas composições.

3- Como define o estilo e a música do TNV?

Como a TNV se iniciou em meados de 98 como um projeto experimental, eletrônico e industrial e após com a inclusão de cordas presumo a TNV como sendo atualmente como uma banda INDUSTRIAL ROCK um pouco menos mecânica sem perder a essência nas melodias dos teclados.

4- Recentemente você comentou que o TNV faria um novo trabalho com influências metalicas, ainda pensa em fazer algo assim?

Sim e Não, rs. Como falei anteriormente, boa parte de minha vida tem se passado assim como um refrão de um acorde musical e assim incluo em minhas composições. As vezes em alta , as vezes em baixa. Tenho muita coisa guardada da TNV que ainda não foi divulgado nem trabalhado aqui. São arranjos antigos e novos que com o tempo eu vou trabalhando e modificando dependendo do momento e assim se dá o resultado final em nossos sons.


5- Na minha opinião o single "Pulse" define o estilo do TNV o que pensa sobre isto??

O single e o ep PULSE inteiro foi um grande marco para a TNV. Foi o primeiro disco mesmo como uma banda de verdade. O primeiro da TNV com duas cabeças pensando e isto é e foi muito bom. Após o debut ep SOME SECONDS de 2011 eu conheci o guitarrista Eduardo Galezi e o baixista Neto que já tinham experiências em várias outras bandas paulistas na cena underground punk e metal. Fizemos alguns ensaios em estúdio com alguns singles do ep SOME SECONDS e após assim eu e o

Neto começamos a gravar o ep PULSE sendo o nosso segundo ep e o primeiro de mais outras sequências em 2013. Me lembro que foi difícil conseguir um guitarrista para as novas músicas da TNV e assim eu mesmo tive que as fazer . Foi um grande momento e nele apostamos todas as nossas cartas mas que não conseguimos em tão pouco tempo. Foi como uma tempestade em poucos segundos tudo se foi e voltou a ser como antes. E assim me sinto até hoje, pois trabalhamos todo o disco em cima de um sonho de fazer shows em SP e interior.

Tínhamos shows a serem marcados e chances de boas apresentações mas que quando o lançamos tive uma grande insatisfação. Nosso baixista Neto teve alguns problemas particulares bem após a finalização do disco PULSE, mesmo assim tentamos ainda após o disco PULSE alguns ensaios com o amigo CRIS REIS nas guitarras e que também tocamos juntos no AUREAH mas já não dava mais para o Neto na TNV e ele quis assim por motivos dele apenas. Porém foi e será sempre um grande disco da TNV e que eu agradeço muito a todos que me ajudaram e que em breve iremos colocá-lo em prática em nossas futuras apresentações ao vivo.


6- Como foi trabalhar com Rose Lisa? Como aconteceu esta participação?

Após o ep PULSE, eu já tinha começado a trabalhar o novo ep da TNV até então não intitulado como “MONOCHROME VISIONS”, nosso segundo ep na sequência em 2013. Com a saída de Neto da banda e pelas limitações em achar um novo guitarrista e baixista para a banda em São Paulo eu conheci o baixista da banda portuguesa “Bal Onirique” e onde começamos a trocar arquivos, ele me mandava as linhas de baixos gravadas em um estúdio em Portugal para as novas músicas do disco da TNV.

Neste mesmo tempo conheci a cantora norte americana ROSE LISA e convidei ela a participar de uma versão do single FROZEN e ela aceitou fazendo o mesmo me mandando os arquivos em meu e-mail. Assim acabou que gravamos mais outros singles com a participação de ROSE LISA nos vocais. Este segundo ep da sequência 2013 foi uma nova experiência pra mim pois produzi um disco totalmente diferenciado pela forma em que foi feito pela transferência de arquivos o que atualmente graças a tecnologia podemos o fazer. Após este disco fiz uma entrevista com Rose Lisa também mas atualmente acabamos que perdemos contatos novamente.


Ela mora na cidade de Buffalo, Nova Iorque e recentemente tocou em um programa de rádio na cidade dela mencionando nossa participação mas atualmente acabamos perdendo contatos. Porém foi uma grande experiência para todos nós este disco e recentemente 2 de nossos singles deste disco LOVE FOR MONEY 2.0 e SAME DREAMS estão sendo tocados em

7- A coletãnea de singles "We will keep our passions" é um bom cartão de visitas para quem quer conhecer a banda?

Sim, um grande cartão de visita. Gostaria de colocar ainda alguns singles antigos da TNV de quando era um projeto eletrônico mas o som soa muito diferente e até me perguntam se seria a mesma banda e tal.
Esta coletânea une sons de todos os ep’s da TNV em sua segunda fase podemos dizer assim, SOME SECONDS de 2011, PULSE, MONOCHROME VISIONS, DIRTY AND SARCASTIC e CHOICE CONTROLS que também se trata de uma outra coletânea mas com apenas demo versões e live studios com algumas covers de bandas de que gostamos bastante.



8- A T.N.V está no line up do Festival Woodgothic de junho de 2015, gostaria que comentasse sobre as expectativas, formação e etc.

Sim, a TNV estará no festival em junho de 2015 e será uma realização de um sonho antigo particularmente meu, pois se tratará de uma meta realizada.
Poder colocar a TNV e suas batidas industriais no palco e ver o pessoal seguindo o ritmo dos sons será muito gratificante, consigo imaginar isto e me animo cada vez mais só de pensar nesta chance. Já senti isto com o AUREAH em 2009 quando tocava teclados na banda mas com a TNV será a primeira vez e será muito bom e as expectativas são as melhores possíveis para a realização disto. Espero após esta apresentação que era um sonho desde a época do ep PULSE que não se realizou poder nos apresentar mais vezes em São Paulo e outros estados brasileiros e Portugal onde já tive um convite.


Neste show o amigo santista HANSEN da banda H.A.R.R.Y será nosso convidado especial nas guitarras. Os baixos provavelmente serão mecanizados assim como as bateras e teclados, algo em torno ao SISTERS OF MERCY o fazem hoje com 2 guitarristas e a diferença que eu também irei cantar e tocar em algumas faixas e é claro executar nossa TNV MACHINE. Convidei a vocalista MARIE BRANDÃO da banda mineira PENUMBRA também para fazer algumas participações nos vocais de LOVE FOR MONEY, SOME SECONDS e FROZEN .Será uma grande apresentação e espero contar com todos vocês presentes por lá.



9- O que tem escutado ultimamamente ou sempre? o que te influencia?


TYPE O NEGATIVE um vício que ainda ouço muito, SISTERS, bandas industriais clássicas como MINISTRY, DIE KRUPPS e poucas novas como INTERPOL.
Já ouvi muita coisa, antigamente eu ouvia mais, mas como disse anteriormente com o passar do tempo particularmente pra mim se perdeu a graça, pois a busca por novas mídias e a liberdade de fácil acesso aos mp3 muitas vezes com péssimas qualidades se perdeu o sentido.

Ainda ouço as mesmas coisas de antes como sempre. Tento me atualizar ouvindo umas bandas novas mas sempre me desanimo ao perceber que uma é ou peca como cópia de outra . Está cada vez mais difícil se ouvir algo único, de som próprio.
Ainda acho que as de 80 são as melhores e sempre serão, espero estar errado disto pois logo nossas bandas prediletas irão acabar e se já não acabaram aos poucos e precisamos dar continuidade em novas gerações.



10- Agora uma pergunta clichê: qual foi o melhor momento e o pior momento da carreira do TNV?

O ep PULSE é uma ótima resposta para isto, rs. Foi um grande momento pra nós, estava cursando faculdade de DIREITO em São Paulo realizando um grande sonho e após leituras de Ciência Política vieram boas idéias para o então lançamento do single THE BODY POLITIC que para mim um dos nossos melhores hits até hoje e ao mesmo tempo estávamos pulsando aquele momento em particular eu e o Neto como sendo o marco para divulgar a TNV e shows a serem feitos.

Porém neste mesmo disco veio um dos piores momentos também com a saída de Neto onde tive que cancelar algumas de nossas intenções para aquele ano e a incerteza de continuar a compor com a TNV o que não aconteceu e estamos ainda hoje lançando novos singles.


11- Gostaria de acrescentar algo? Deixe o seu recado..

Bom, a TNV está trabalhando novos singles para 2014. Continuamos como independentes. Em breve iremos lançar um novo ep seguindo a mesma sequência de ep’s como em 2013 para após lançar um album e ou uma coletânea.

Espero que todos estejam presentes no Festival Woodgothic em junho de 2015 em São Thomé das Letras no sul mineiro pois será uma grande apresentação da TNV unindo nossos melhores singles e algumas covers de bandas que gostamos. Em nossa página da web www.reverbnation.com/officialtnv e ou no www.soundcloud.com/officialtnv você encontrará todos os sons dos nossos 4 últimos ep’s e alguns singles da coletanea de b-sides CHOICE CONTROLS que se trata de uma coletanea que resgata fragmentos de mídias em estúdio e demo versões não divulgados.

Agradeço ao Renato Andrade por esta entrevista e a todos que apoiaram e apoiam de alguma forma a TNV até hoje.

Obrigado !!!

TNV - Upcoming Releases / 2014 ( demo versions )

domingo, 6 de julho de 2014

The Night 77 - Hangar 110, dia 12 de Julho!



Em 2014, a The Night 77 completa 8 anos em uma festa pré Dia Mundial do Rock e final da Copa do Mundo!!!

Os shows ficam por conta das bandas:

Banda de Formatura HxC (Tributo ao Hardcore Mundial)
Asteróides Trio (Tributo ao Punk Nacional)
Insight (Dead Kennedys Cover)
Dead Souls (Joy Division Cover)
We are the Clash (The Clash Cover)

Discotecagem Especial com:

Márcio Carlos


******************* Cerveja mais BARATA até as 20hs*************************

Ingressos a venda na Loja 255 - Galeria do Rock ou pela Internet:
www.hangar110.com.br

R$15 (Antecipado)
R$20 (Na Porta/Internet)




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Corazones Muertos


Biografia:

No começo deste século algo acontecia com o rock Argentino, um bando de roqueiros com guitarras com chifres e corações de pedra se juntaram e lançaram o primeiro registro dos Corazones Muertos, uma das bandas que viriam a se tornar referência para fãs de NY Dolls, Ramones, Hanoi Rocks, Sex Pistols, Dead Boys e Johnny Thunders And The Heartbreakers.



Mais de uma década depois, Joe Klenner (integrante do Daniel Belleza & os Corações em Fúria), guitarrista, vocalista e idealizador dessa idéia, hoje erradicado no Brasil, revive os Corazones Muertos com um time de classe. Flavio Cavichiolli (ex-Forgotten Boys - ex Pin Ups) é o responsável pelas baquetas com a brutalidade que lhe é habitual,Guilherme Rosa na guitarra e Arthur Cocev no baixo completam a gangue.


Corações moribundos, batendo com o peso de mãos calejadas pelos anos de abuso de tudo que o rock, no sentido mais cru e cruel da palavra, oferece aos seus amantes.

Membros:
Joe Klenner: Vox & Guitars
Guilherme Rosa: Guitars & Vox
Arthur Cocev: Bass & Vox
Flavio Cavichioli: Drums & Vox

Gravadora: Crasso Records

Influências: New York Dolls, Rolling Stones, Hellacopters, Turbonegro, Hanoi Rocks, Lords of the new Church, Dead Boys, Johnny Thunders, Social Distortion, The Ramones, The Clash, Sex Pistols, etc etc etc

Contato:
Website https://soundcloud.com/corazonesmuertos



domingo, 15 de junho de 2014

Renato Andrade ( Segundo Inverno / Facção Underground Zine ) - Top 10



Nova seção fixa estreando aqui no Alternar ! A ideia é ter um convidado a cada mês listando seu ''top 10'' dos favoritos. E isso pode ser tanto um Lp, Cd, 7 inch, K-7, Demo-tape, etc. As vezes um disco de determinada banda nem é o melhor na sua discografia, mas por diversas razões ele foi muito especial para você em algumas fases, épocas ou situações da vida. E essa é a ideia principal aqui na coluna do top 10.

E na primeira edição, o convidado é meu grande amigo Renato Andrade, um dos maiores batalhadores/agitadores na nossa cena paulistana. Seja em suas várias bandas, fanzines, programas de rádio, Dj, organizando gigs, loja de discos... O cara simplesmente não para de produzir coisas bacanas e realmente relevantes !! Vale a pena conferir depois os sons listados por ele, você pode descobrir coisas muito boas e surpreendentes, pode acreditar...







Rudimentary Peni - Death Church (1983 / Inglaterra)

Nick Blinko o guitarrista e vocalista do power trio RD pode ser um cara bem amargurado (ele quase morreu de cancer!!) mas com certeza todos os seus discos são obras primas do 'punk dark". Para escolher um fico com este album com vários riffs de terror, vocal esganiçado as vezes ou um "Andrew Eldritch esbarra no punk" (radio schizo) uma aula para quem acha que punk rock é música fácil.


Screamers - Demos 1977 - 78 (Estados Unidos)

Este quarteto tem uma importância muito grande no punk rock americano e mundial, faziam um eletro punk rock com sintetizadores quando nem existia o termo que hoje chamam de eletro ou eletro punk.
Toda banda que se dizia punk recorria ao baixo, guitarra e bateria, com o Screamers a coisa era diferente, dois teclados uma bateria e um cantor Tomata du Plenty (R.I.P.) muito louco e inteligente que inspirou até o então jovem Jello Biafra, uma das melhores bandas do punk rock.




Peter and the Test Tube Babies - The Mating Sounds of South American Frogs (1983 / Inglaterra)

Uma banda que continua tocando até hoje e com um dos melhores guitarristas do punk / oi Del Greening. O cara criou um estilo próprio a partir deste grande album.
Nos acordes deste The mating.. percebe-se influencias de bandas do post punk inglês, "The Jinx", " No Invitation"," Blown out Again", " September" e a primeira que ouvi no programa do Kid "Easter Bank Holliday" vi que o lance era bem diferente e era uma boa continuar sendo um bom Punk!!!!!!
Rola com certeza em qualquer baile de roqueiros antenados.


Chaos Z - 45 Jahre Ohne Bewährung ( 1995 Alemanha)

Este quarteto difere bem da pancadaria hard core alemã, um exemplo doido:
Escute os primeiros discos do Face to Face, um hc melódico como qualquer banda. Agora ouça o album deles de 1999 "Ignorance is Bliss". Nota 10
Com o Chaos Z, o começo era igual a qualquer banda do hc alemão (não que fosse ruim!!) mas a partir deste LP a banda acertou na fórmula de compor.
Depois o vocalista continuou neste esquema com o grande Fliehende Stürme


Vanilla Muffins - The Drug Is Football (2003 Suíça)

Adoro as bandas power trio, os caras tocam e dão o sangue, qualquer bobeira e o erro é na cara, o que acaba dando um ar mais responsa.
Com este trio da Suíça é pura adrenalina melódica, existe na música punk também uma 'combinação dos acordes" se você dominar isto dentro dos três acordes, Johnny Ramone lhe abençoa meu filho.
Este disco é isnpirador e muitos clássicos do Oi/Punk Rock ou sugar oi: "all roads led to rome", "the drug is football", "mexican radio' do Wall of Voodoo (grande cover) dedicada a um fã mexicano de 9 anos.
E ainda tem a participação do Frankie Flame em "Street Rock Rules the world" (status quo).


Dose Brutal - Dose Brutal (1986 São Paulo)

Sei que muitos xiitas do meio do mato torcem o nariz para esta banda, mas foda-se!!!! foi a primeira que vi ao vivo nos rolês iniciais do punk pela Vila Matilde,
Samuka é um grande brother e talentoso baixista, o guitarrista Pi já era bem ligeiro com uns pedais. Tocavam muito e desde já grandes clássicos do punk: 'Carro Bomba", 'Vou não vou', "Anarquia organizada"...bom só tem clássico neste inicialmente EP depois um CD com bônus.
Ficou marcado as históricas e conturbadas gigs do lançamento deste EP, e em um deles o Kiss (fogo cruzado) muio louco no palco e atrapalhando o Gordo, e este foi bem de boa com o Kiss. Eu estava lá. kkkkkkk



Inca Babies - Big Jugular EP (1984 Manchester/Inglaterra)

A melhor formação do Inca Babies, mesmo que Harry Stafford não ache, rsrsrsrs
eu gosto muito deste fase com o vocalista Mike Keeble.
A sonoridade aqui poderia unir punks, batcaves e psychos, uma boa mistura que infelizmente no Brasil não rola (para variar)
"Big Jugular" é uma mistura de Link Wray from hell com ecos de punk, post punk e psycho, isto é o Inca Babies. São os melhores malditos do underground.


The Batfinks - Wazzed N' Blasted (1989 Inglaterra)

Um quarteto tão maldito e querido, uma pena só este album um "live" e participações em coletâneas. Conheci pela fitas k7 depois comprei a coletânea "Psycho Mania Volume 2".
Esta banda sabia fazer um real psychobilly na medida com uma boa dose de punk rock bem acelerado, ou hard core por que não?
Deveriam voltar, se até bandas onde o principal line up já está em outro plano, porque os caras não voltam tambem.. mesmo que living deads????
Se você acha tudo anti punk, escute "Kalis blood" depois o play todo e entenda a pegada maluca dos caras..


Apoptygma Berzerk - Soli deo Gloria (1993)

Conheci esta banda no tempo que começei a discotecar no saudoso AZE 70 a convite do meu amigo Sergio Barbo. Um amigo comprou o CD que era novidade até então. Cheguei a tocar em algumas festas, a banda tinha uma boa sacada em fazer boa canções. Este disco, alguns singles, o EP Mourn e um best of... pronto ta de boa, "Bitch' e "Burnin' Heretic" tem o clima desta época.


P.e.a.c.e / War (coletânea 1984 com bandas de vários países)

Lp duplo lançado por Dave Dictor da banda americana MDC ( o selo Radical Records) e o fanzine Maximum Rock n Roll.
Album duplo com um livreto que infelizmente não tem na edição em CD.
A minha maior alegria foi começar a ganhar um troco e substituir as fitinhas k7 gastas e emendadas por CDS e Lps (esta lista aqui e etc..)
Muita banda boa e clássica conheci a partir desta coletânea: "Peace, Energy, Action, Cooperation, Evolution" (P.E.A.C.E. / WAR)
Cheetah Crome and the Motherfuckers(eua), Articles of Faith (eua), Gism (japão), Neon Christ (eua), Local Disturbance (holanda), Vicious Circle (austrália), False Prophets (eua), Deadlocks (holanda), Shit S.A. (espanha).. muita coisa que não caberia aqui a versão em cd tem 60 bandas.

terça-feira, 11 de março de 2014

Morrissey US tour dates 2014


Morrissey US tour dates

May 7 San Jose CA City National Civic Auditorium
May 10 Los Angeles CA Los Angeles Sports Arena
May 13 El Paso TX Plaza Theater
May 14 Albuquerque NM Sunshine Theater
May 16 Salt Lake City UT Kingsbury Hall
May 17 Denver CO Ellie Caulkins Opera House
May 19 Lincoln NE Rococo Theatre
May 20 Lawrence KS Liberty Hall
May 22 Dallas TX Majestic Theatre
May 24 Austin TX Austin Music Hall
May 25 Beaumont TX Julie Rogers Theatre
May 27 Memphis TN Orpheum Theatre
May 28 Nashville TN Ryman Auditorium
May 30 St Petersburg FL Mahaffey Theater
May 31 Miami FL Knight Concert Hall
June 4 Atlanta GA Cobb Energy Center
June 6 Atlantic City NJ Revel Ovation Hall
June 7 Boston MA Boston Opera House
June 10 Baltimore MD Meyerhoff Symphony Hall
June 13 Chicago IL Civic Opera House
June 14 Flint MI James Whiting Auditorium
June 16 Lewiston NY Artpark Main Stage Theater
June 17 Wilmington DE Grand Opera House
June 19 Hershey PA Hershey Theatre
June 21 New York NY Barclays Center Arena

sábado, 18 de janeiro de 2014

Entrevista exclusiva com Suicide Commando.



Suicide Commando é uma banda old school belga de EBM e foi criada em 1988, por Johan Van Roy. O nome da banda foi tirado de uma música intitulada "Suicide Commando" da banda alemã No More mas, como diz o próprio Johan , esse nome também tem outros significados e inspirações. Considerada hoje em dia uma banda clássica e um dos grandes nomes do estilo, nessa entrevista Johan conta tudo a respeito deles, suas influências, analisa o atual cenário musical e suas expectativas para o show aqui - e em única apresentação no Brasil - na festa de comemoração dos 5 anos do ‘’Projeto Ferro Velho’’ em fevereiro no Inferno Club, em São Paulo.

1 - Sobre o nome "Suicide Commando" é verdade que este nome foi inspirado por uma música antiga da banda No More ? E se não, qual foi a inspiração para o nome ?

Sim, de fato, como eu realmente gostei da música, decidi dar esse nome ao meu projeto.
Mas também se refere aos pilotos suicidas japoneses, principalmente da Segunda Guerra Mundial, também chamados de suicide commando...


2 - O que o levou a escolher esse tipo de música ( EBM \ Industrial) para trabalhar?

Bom, eu cresci no início dos anos 80, no grande “boom” da chamada cena New Wave, com bandas como The Cure, Joy Division, Sisters of Mercy ... Foi apenas um pequeno passo para bandas eletrônicas como Depeche Mode , Fad Gadget, etc ... Não muito mais tarde eu descobri bandas como Klinik, Front 242 ...
Eu estava tão fascinado por este tipo de música que era bastante óbvio que tipo de música eu queria fazer. Eu ainda tentei tocar um pouco de guitarra, mas logo percebi que a música eletrônica era muito mais a minha cara.

3 - Quais são as inspirações para suas letras?

Basicamente pode ser qualquer coisa, algo que eu li nos jornais, vi na TV, ouvi no noticiário ... Basta ligar a sua televisão e você ficar inundado com temas como assassinato, abuso sexual , religião, serial killers ...

4 - Quais bandas o influenciaram quando você iniciou o Suicide Commando?

No começo certamente eram bandas como Front 242 , Klinik , The Neon Judgement , Fad Gadget ... Mas até hoje essas bandas ainda são uma influência para mim e para o meu som .

5 - Quais bandas você ouve atualmente?

Eu escuto todos os tipos de música, mas meu maior amor é e sempre será a música eletrônica.


6 - Aqui no Brasil o Suicide Commando conquistou o público das casas noturna underground desde o primeiro álbum, e cada lançamento traz um novo hit. Você acha que isso acontece porque você está sempre tentando algo novo com a sua música? Os últimos álbuns são muito diferentes dos primeiros, mas ao mesmo tempo, tão potente quanto eles. Você acha que essa é a chave para manter os fãs antigos e atrair os novos?

Eu realmente nunca pensei sobre isso, eu sempre fiz a música que eu queria fazer, eu sempre tive sorte e liberdade para fazer minhas próprias coisas, então eu nunca realmente me importei com as tendências ou direções. Para mim, a música tem que ser uma coisa espontânea, por isso tem que vir do coração. Eu nunca seria capaz de fazer música se não fosse assim.
É verdade que o meu som mudou um pouco ao longo dos anos, mas a base e o espírito ainda são os mesmos como nos velhos tempos. Então, será essa uma das razões pelas quais o Suicide Commando permanece tão bem - sucedido ?

7 - Além da Les Cure 13 , você tem outra banda ou projetos?

Há ainda o meu projeto juntamente com Jan de Noisuf-X / X-fusion chamado Kombat Unit, mas não fazemos nada de novo há mais de 2 anos. Nós dois estamos tão ocupado com as nossos respectivos projetos que é muito difícil encontrar tempo para trabalhar em um novo material, mas “nunca diga nunca”, então quem sabe nós vamos encontrar algum tempo livre em breve novamente ...


8- A mídia cria muitos nomes e divisões para todos os tipos de música , não é diferente com o EBM e a música alternativa eletrônica em geral. Como você define a música do Suicide Commando?

Para ser honesto, eu realmente não gosto de ser colocado em determinadas caixas, em determinados estilos ou tendências, para mim é tudo apenas música eletrônica.
Mas se eu tivesse que definir o meu próprio som que eu diria que é mais próximo do harsch electronic.

9 - Como você se sentiu sobre a turnê Vintage? Como foi tocar os dois primeiros álbuns?

Foi muito divertido e já estou pensando em fazer mais algumas apresentações do Vintage em 2014.
Gostei principalmente da ideia de que o Suicide Commando chega a uma geração totalmente nova de ouvintes, e muitos deles nunca ouviram falar das músicas antigas como " Murder ", " Traumatize " ou " See You in Hell" , e esta foi uma das razões pelas quais eu queria fazer essas apresentações, para mostrar-lhes uma outra face do Suicide Commando

10 - Como foi a experiência de tocar fora da Europa ?

Bem, desde que começamos a fazer shows fora da Europa, todo um novo mercado se abriu para nós e as reações têm sido verdadeiramente incríveis em nossas primeiras viagens para os EUA, México e Canadá, de modo que em breve voltarei lá também.

11- Algumas bandas EBM acrescentam instrumentos ao vivo, em alguns casos, a música soa muito diferente do original , isso acontece com SC?

Sim e não. Nós, na verdade, também adicionamos uma banda de verdade no palco, incluindo bateria acústica e etc, mas isso não muda o som original, apenas acrescenta mais um sentimento vivo, algo que eu estou sentindo falta em um monte de outras bandas eletrônicas.

12 - Há quanto tempo os outros membros que estão vindo para o Brasil trabalham com você ?

Nossa banda ao vivo no momento em que existe de Torben Schmidt (também conhecido por outras bandas como Lights of Euphoria e mais recentemente Binary Park ) e Mario Vaerewijck ( Insekt e início do Vomito Negro) na bateria ao vivo.
Torben já faz parte de nossa equipe ao vivo há mais de 10 anos, Mario se uniu a nós em 2006.

13 - Sobre o set-list, você tem algo especial para o Brasil?

Bem, como eu sei que tem um monte de fãs no Brasil que gostam de nossas obras muito antigas, tenho certeza que irá incluir algumas músicas do nosso conjunto do Vintage em nosso set ao vivo para São Paulo. Por isso, será uma mistura de material velho e novo, algo diferente, que geralmente não costumamos fazer.


14 - Além do Suicide Commando você tem outra profissão?

Além da minha música eu ainda tenho um emprego em tempo parcial em um armazém, e também minha família, á qual tenho que me dedicar.

15 - Você sabe algo sobre a cena underground brasileira ( gótico, EBM, etc ... ) ?

Para ser honesto, eu realmente não estou tão em dia sobre a cena brasileira . Eu conheci bandas como Aghast View ou Deadjump no passado, mas elas pararam ou simplesmente acabei perdendo contato. É um pouco triste ver que a cena de hoje está totalmente dominada pelas bandas Europeias, pois acredito que ainda há música boa o suficiente em outros lugares.

16 - Quais são as suas expectativas sobre o show em São Paulo ?

Espero que esta seja uma noite inesquecível! Não tenho certeza do que esperar como, pois nunca tocamos no Brasil antes, mas de alguma forma eu espero que seja semelhante ao nosso primeiro show no México, que foi um grande sucesso.

17 - Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs brasileiros ?

Obrigado a todos pelo seu apoio sem fim ! Estou feliz por finalmente poder tocar no Brasil no início de fevereiro, por isso, esperamos receber a todos lá !
Johan / Suicide Commando


Entrevista feita por: Renato Andrade (Segundo Inverno), Leo EBM e Lu Tonoli (Projeto Ferro Velho)

http://www.suicidecommando.be/

domingo, 22 de dezembro de 2013

Livro: "Na Estrada Com Os Ramones", de Monte A. Melnick.

Na estrada com os Ramones – Monte A. Melnick + Frank Meyer – Edições Ideal


Nem Beatles, nem Rolling Stones. A maior banda da história do rock’n’roll são os The Ramones e ponto final. Claro, você não precisa concordar com essa afirmação, mas pra mim ( e muita gente mais ) os nova-iorquinos colocaram alma, suor, energia, sangue e honestidade de volta ao então decadente e tedioso rock’n’roll. Nada de firulas, nem teclados, nem canções de 12 minutos ou demonstrações de virtuosismo barato.

Muito menos letras sobre dragões, fadas, paz e amor ou outras viagens. Apenas um rock’n’roll poderoso, rústico, curto, direto e com a linguagem das ruas. Repleto ainda sim de belas harmonias e inspirações, vindas / inspiradas em outros mestres como Chuck Berry e Beach Boys. Os Ramones reinventaram o rock. Ou, na verdade, trouxeram a simplicidade e energia perdida por anos de volta a ele, colocando as coisas em seu devido lugar.

O underground sempre amou e respeitou os Reis do Punk Rock. Não importa o estilo sonoro, a influência estava lá, de alguma forma. Uma boa parte da crítica musical também entendia e admirava a banda. Já o mainstream sempre os ignorou, por anos e anos a fio... Até que, aparentemente, reconheceram sua real importância e valor, como estamos vendo nos últimos anos pelo mundo e também aqui. Coisas que nem o fã mais ardoroso poderia imaginar ou sonhar. Ou nenhum deles, na verdade.


Muita coisa foi dita, falada ou escrita a respeito dos Ramones. Tanto pelos próprios caras – em biografias sensacionais, diga se de passagem – quanto por fãs, jornalistas e até alguns aproveitadores de plantão.
Mas faltava algo, ou alguma coisa, para completar alguns detalhes, esclarecer outros um tanto obscuros ainda. De outro ponto de vista ou perspectiva. Vista de/por ‘’dentro’’ da família toda, talvez. E esse livro provavelmente veio para preencher essa lacuna, completar alguns fatos e detalhes históricos da conturbada / gloriosa carreira dos Ramones.
Monte Melnick, o autor, pode ser considerado sem dúvida nenhuma como o 5 Ramone. O cara esteve presente em cada um dos 2.263 shows em 22 anos. Um feito e tanto. Ele foi uma espécie de ‘’faz tudo’’ ao longo de toda a carreira dos Ramones. Desde cuidar de quase toda parte burocrática / empresarial da banda até lidar com as personalidades, egos e esquisitices de cada Ramone. E pode acreditar, não era pouco coisa nem um trabalho fácil. Longe disso.


Esse livro trás a visão, fatos, opiniões e estórias de caras que faziam parte da ‘’máquina’’ Ramones, que faziam a coisa toda andar pra valer. Seja na estrada ou fora dela, e por todos esses anos, em cada canto do planeta. Roadies, motoristas, seguranças, técnico de som / iluminação, contador, advogado, empresários, produtores, etc, todo mundo esta aqui - assim como os músicos todos - contando coisas que você ( talvez ) já sabia, mas também outras bem surpreendentes. Se prepare para dar boas risadas com as loucuras dos caras, mas também sentir a tensão e mágoas que por tempos rondaram a família Ramones. Suas frustrações, decepções, raivas, traições. E claro as vitórias, conquistas, alegrias. Esta tudo aqui, contado por quem viveu cada momento e dividiu uma parte importante da história dos Ramones.


Essa edição nacional é de tirar o chapéu! Com fotos sensacionais, flyers, datas de cada show realizado pela banda e muito mais! Um trabalho realmente caprichado e alto nível !
Então como um fã dos Ramones faça um favor a si mesmo esse compre o livro, imediatamente ! A leitura é muito agradável, rápida, emocionante, direta. Como uma canção deles.

www.edicoesideal.com

Título: Na estrada com os Ramones
Autor: Frank Meyer, Monte A. Melnick
Tradução: Alexandre Saldanha
Editora: Edições Ideal
Edição: 1
Ano: 2013
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 264 páginas
ISBN: 978-85-6288-513-6
Peso: 400g
Dimensões: 230mm x 160mm



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

AZT – “Sempre os mesmos” Cd




O AZT foi formado nos meados de ’90 em Coroados, próximo a Guaratuba, litoral do Paraná. E nas palavras da própria banda, a ideia inicial era de apenas “em meio as bebedeiras e alucinações do verão, com o propósito de fazer um som nervoso e insistente e com letras que destilam o nojo pela hipocrisia, ignorância humana e injustiças sociais, com muita ironia, mas sem perder o bom humor”

Gravaram algumas demos e sons para coletâneas, fizeram muitos shows pelo estado do PR e também fora dele. Mas resolveram dar um tempo para a banda logo depois, e entraram em um recesso por um bom tempo...

Anos mais tarde retornam novamente aos ensaios, shows – inclusive abrindo para o Exploited – e com os mesmos caras que iniciaram a banda, o que ajudou a manter a pegada da banda sem nenhuma mudança grande em seu estilo sonoro.
Seu som pode ser descrito como punk rock / hardcore , e me fez lembrar de algumas ótimas bandas dos ’80 e ‘90 do Brasil mesmo inclusive. E até arriscam algumas passagens de ska punk em uma ou outra canção, o que deixou o resultando bem interessante ! As letras são fortes e críticas – mais nada panfletário demais – e com boas doses de humor também, o que é muito bom.


Agora finalmente lançam seu tão aguardado primeiro cd “Sempre os mesmos” , com 14 sons próprios , e com uma gravação excelente, de primeira. Essa longa espera deu um resultado muito positivo para eles, já que é possível sentir toda a energia, força e honestidade que a banda transmite em seu som.


O disco todo no geral é muito bom, mas mesmo assim algumas faixas me chamaram mais a atenção, como as excelentes “Coquetel (intro)”, “Raiva e Frustração”, “Nada Entra Em Sua Mente” e “Vida de Loko”.
Outro destaque do disco e também do AZT é o guitarrista Ricardo Mutant Cox (um dos fundadores do grupo) e que também toca em outras excelentes / populares bandas como os Sick Sick Sinners, Hillbilly Rawhide, Three Bop Pills e 99 Noiz Again !

A banda no momento procura selos / parceiros para ajudar na distribuição / prensagem do cd. Interessados entrem em contato, porque vale muito a pena o investimento, podem apostar !

www.totalmentepodre.com.br
https://www.facebook.com/totalmentepodre

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Meat Is Murder





"Sinto que o progresso espiritual exige-nos que deixemos de matar e comer os nossos irmãos,criaturas divinas,somente para satisfazer os nossos pervertidos apetites dos sentidos" - M.Gandhi

"O homem reina verdadeiramente sobre as bestas,pois a sua brutalidade supera a das mesmas. Vivemos á custa da morte dos outros. Somos todos cemitérios." - Leonardo da Vinci

"A não-violência conduz á ética mais elevada,que é a meta de toda a evolução. Enquanto não deixarmos de prejudicar os outros seres vivos,seremos todavia selvagens." - Thomas Edison



"Comer carne é um assassinato imotivado." - Benjamim Franklin

"Se um homem aspira sinceramente viver uma vida mais amorosa e espiritual,a sua primeira decisão deve ser parar de matar e comer animais." - Léon Tolstoi



"Amai todos os seres viventes e pacificai os vossos espíritos deixando de matar e comer animais;esta é a verdadeira prova da religiosidade." - Buda

"Enquanto permanecemos como sepulturas vivas de animais assassinados,como podemos esperar uma existência ideal sobre o nosso planeta?." - George Bernard Shaw

"O amor direcionado para todas as criaturas vivas é o atributo mais nobre do homem." - Charles Darwin



"Por princípios,eu sou ferveroso seguidor do vegetarianismo. Por razões morais e éticas,eu creio firmemente num sistema de vida vegetariano,ainda que seja só pelo seus efeitos físicos,acredito que influenciará o temperamento do homem de uma forma tal que melhorará em muito o destino da humanidade." - Albert Einstein


"Os animais existem no mundo pelas sua próprias razões. Não foram feitos para o ser humano,da mesma forma que os negros não foram feitos para os brancos,nem a mulher para o homem." - Alice Walker



domingo, 24 de março de 2013

The Generators - Disco novo e shows pela Europa:




E a melhor banda americana de Punk Rock'n'Roll dos últimos anos anuncia algumas novidades boas para esse início de ano. Está saindo em abril um disco com 6 novas canções chamado " The Deconstruction Of Dreams", pelo selo Concrete Jungle Rec. Também mudanças na formação e uma série de shows confirmados na Europa:


TOUR DATES​
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​​03.05.13 POLAND-Legionowo, Open Air With Peter & The Test Tube Babies
04.05.13 GER-Berlin, Cortina Bobs
05.05.13 GER-Magdeburg, tba
06.05.13 GER-Hannover, Bei Chez Heinz
07.05.13 GER-Hamburg, Hafenklang
08.05.13 GER-Bremen, Lila Eule
09.05.13 GER-Osnabrück, Bastard Club
12.05.13 GBR-London, Underworld (& Authority Zero & Random Hand)
13.05.13 GBR-Derby, Hairy Dog
14.05.13 GBR-TBA
15.05.13 GBR-TBA
16.05.13 GBR-Newcastle, Trillians
17.05.13 GBR -TBA
18.05.13 GER-Hünxe, Ruhrpott Rodeo With Black Flag & Bad Brains, The Adicts, UK Subs, The Queers
19.05.13 GER-Weilheim/Teck, Kultur Open-Air
20.05.13 GER-Marburg, Cafe Trauma
21.05.13 GER-Saarbrücken, Garage
22.05.13 GER-Freiburg, Walfisch
24.05.13 GER-Pforzheim, Bottich
25.05.12 GER-Chemnitz, Rock'n'Ink With The Meteors & The Last Resort, and The Bones



Mais informações você encontra no site oficinal da banda:

www.the-genereators.com